Vivemos em um tempo que frequentemente associa valor à velocidade. Responder rápido, decidir rápido, melhorar rápido. Só que a vida íntima raramente acompanha esse compasso.
Existem perdas que pedem descanso, perguntas que precisam permanecer abertas e escolhas que só fazem sentido depois que deixamos de exigir uma certeza imediata.
Respeitar o próprio ritmo também é uma forma de cuidado.
Isso não significa permanecer parado. Significa reconhecer que movimento não é sinônimo de pressa. Às vezes, estar em processo é justamente conseguir habitar uma dúvida sem se abandonar nela.
A terapia pode ser um lugar para recuperar essa medida pessoal: não a que o mundo pede, mas a que permite viver com mais presença.
