Muitas vezes aprendemos a organizar o que sentimos antes mesmo de dizer: para não incomodar, para parecer forte, para caber nas expectativas. Aos poucos, algumas partes de nós ficam sem linguagem.
Um espaço terapêutico não exige uma versão pronta de quem chega. Ele pode acolher contradições, pausas, ambivalências e aquilo que ainda não encontrou nome.
Ser escutado é, muitas vezes, começar a se escutar de outro modo.
Essa experiência não oferece receitas para uma vida perfeita. Ela cria condições para que cada pessoa se aproxime de seus próprios desejos, limites e possibilidades.
É um trabalho construído em relação, encontro após encontro, com a delicadeza que cada história pede.
