A ansiedade costuma chegar como urgência: pensamentos que se atropelam, um corpo que não desacelera, a impressão de que algo precisa ser resolvido imediatamente. Diante dela, é compreensível querer silenciar tudo o mais rápido possível.
Mas, antes de buscar uma resposta pronta, pode haver uma pergunta possível: o que esse movimento está tentando comunicar? Nem todo desconforto traz uma explicação imediata — e isso também pode ser acolhido.
Escutar não é concordar com o medo. É criar espaço para entendê-lo.
No processo terapêutico, a ansiedade pode deixar de ser apenas um obstáculo e se tornar uma pista. Aos poucos, vamos reconhecendo contextos, histórias e necessidades que pedem atenção.
Não se trata de fazer desaparecer toda inquietação. Trata-se de construir, com tempo e cuidado, mais recursos para estar com ela.
